Dedico este primeiro post ao meu falecido amigo e jornalista João Aveline:
Quem conheceu o Camarada Aveline e já foi à sua casa sabe que ele não é daqueles jornalistas isentos, logo na entrada do seu quarto tem o símbolo do comunismo, a foice e o martelo, inúmeras homenagens e uns dizeres de Brecht no poema "os que lutam" e que se aplicam no caso deste comuna idealista:
"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis."
Das pessoas que conheci, ele junto com meu avô, Salomão Malina, eram aqueles que tinham a maior capacidade de entender e compreender o país com uma sabedoria e lucidez impar, de quem já lutou muito pela democratização desse país. Aliás, devem estar agora juntos, tomando um bom vinho e falando dos velhos tempos do partidão.
Era daquelas pessoas que perdia um amigo, mas não perdia a piada, estava quase sempre bem humorado, ao mesmo tempo, era um amigo em quem você podia confiar. Sabia escutar a todos, como poucos eu vi, mas quando falava quase sempre era a sua opinião que prevalecia porque sabia o que falar no tempo certo e da maneira mais correta, ou seja, gostava de brincar, mas não brincava em serviço.
Parece que foi ontem que ainda ouvia seus casos em que contava com maestria suas peripécias, aventuras e desventuras, ultimamente repetia eles, mas da maneira como ele os contava era impossível não rir ou ficar indiferente.
Até o último suspiro cumpriu sua missão com um otimismo incorrigível e incansável, na sua tarefa de lutar por um mundo mais justo e humano, fazendo por merecer todas as homenagens que já recebera até hoje e o título de "imprescindível".
Do seu eterno amigo,
Mario Malina
Obs: João Aveline foi jornalista em Porto Alegre - RS, utilizando-se de pseudônimos como zé antena e antenor modula para escrever no anonimato no Jornal Última Hora, devido á perseguição política que sofreu na época e com o qual convivi por 13 anos, chegando a publicar o livro "Macaco Preso Para Interrogatório".
Quem conheceu o Camarada Aveline e já foi à sua casa sabe que ele não é daqueles jornalistas isentos, logo na entrada do seu quarto tem o símbolo do comunismo, a foice e o martelo, inúmeras homenagens e uns dizeres de Brecht no poema "os que lutam" e que se aplicam no caso deste comuna idealista:
"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis."
Das pessoas que conheci, ele junto com meu avô, Salomão Malina, eram aqueles que tinham a maior capacidade de entender e compreender o país com uma sabedoria e lucidez impar, de quem já lutou muito pela democratização desse país. Aliás, devem estar agora juntos, tomando um bom vinho e falando dos velhos tempos do partidão.
Era daquelas pessoas que perdia um amigo, mas não perdia a piada, estava quase sempre bem humorado, ao mesmo tempo, era um amigo em quem você podia confiar. Sabia escutar a todos, como poucos eu vi, mas quando falava quase sempre era a sua opinião que prevalecia porque sabia o que falar no tempo certo e da maneira mais correta, ou seja, gostava de brincar, mas não brincava em serviço.
Parece que foi ontem que ainda ouvia seus casos em que contava com maestria suas peripécias, aventuras e desventuras, ultimamente repetia eles, mas da maneira como ele os contava era impossível não rir ou ficar indiferente.
Até o último suspiro cumpriu sua missão com um otimismo incorrigível e incansável, na sua tarefa de lutar por um mundo mais justo e humano, fazendo por merecer todas as homenagens que já recebera até hoje e o título de "imprescindível".
Do seu eterno amigo,
Mario Malina
Obs: João Aveline foi jornalista em Porto Alegre - RS, utilizando-se de pseudônimos como zé antena e antenor modula para escrever no anonimato no Jornal Última Hora, devido á perseguição política que sofreu na época e com o qual convivi por 13 anos, chegando a publicar o livro "Macaco Preso Para Interrogatório".


Um comentário:
Mário,
boa sorte nessa sua nova jornada. Espero que você seja um blogueiro tão feliz como eu sou.
Sucesso!
Mariana \\ 10.01.07 17:18:04
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